A liberdade de expressão e o relativismo da verdade na retórica eleitoral brasileira
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.13714584Resumo
O artigo traz abordagem aprofundada e crítica sobre a relação entre liberdade de expressão, discricionariedade dos agentes públicos e a importância da transparência e ética na comunicação política no contexto democrático brasileiro. Destaca-se a necessidade de garantir a liberdade de expressão como direito fundamental, mas ao mesmo tempo respeitar os limites e responsabilidades dos agentes públicos, especialmente durante o período eleitoral. A discricionariedade, ao invés de ser vista como uma restrição à liberdade, é interpretada como um princípio que visa garantir a atuação transparente e responsável dos agentes políticos, evitando abusos de poder e desvios de finalidade. A análise sobre a importância da transparência na administração pública, a diferenciação entre direitos ativos e passivos dos cidadãos e a necessidade de prestação de contas por parte dos agentes públicos reforçam a necessidade de um ambiente político e eleitoral ético e comprometido com a democracia. A crítica à distorção de informações nas redes sociais e a manipulação de fatos em benefício de interesses particulares reforça a importância do respeito às normas e à responsabilidade dos agentes políticos em relação à informação que é divulgada para a população. A discussão sobre a necessidade de um controle mais efetivo das redes sociais e do uso responsável da comunicação online por parte dos agentes públicos destaca um desafio significativo para a democracia brasileira na era digital. O texto ressalta a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão, responsabilidade pública e transparência, visando fortalecer os princípios democráticos e promover um debate público saudável e informado.
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